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Conhecido há milênios (o primeiro documento relatando sua existência data de 2500 A.C. na ilha de Creta, nos tempos do Rei Minos, gravado numa placa de argila), o azeite de oliva foi divulgado em toda a bacia do mediterrâneo pelos navegadores fenícios e chegou na Itália em volta do século 800 A.C. A partir daí, o Empório romano espalhou a cultura da oliveira por todos os territórios conquistados, pois os legionários romanos nunca deixaram de plantar oliveiras, trigo e vinhas durante as campanhas militares, deixando assim as bases da alimentação mediterrânea.

Com o azeite foram acessas milhares de luzes nos lugares sagrados e nas casas mais humildes, e foram conservados os traços e os corpos dos defuntos amados. Com seus ramos, foram trançadas as coroas para acolher os heróis da Grécia e de Roma. Com sua madeira fizeram jorrar chamas nos altares dedicados aos Deuses, principalmente à Deusa Athena.

E na época das cruzadas, essa mesma madeira teve o privilégio de ser escolhida para a confecção dos arcos e flechas. Com suas folhas fizeram parar o sangue das feridas nos campos de batalha e, como se não bastasse, Zeus escolheu o ramo de oliveira como símbolo bíblico da paz entre os Deuses e os homens. Até hoje, 98% da cultura das oliveiras ficam no Mediterrâneo.